Confira este texto muito interessante e divertido publicado no Jornal "A TRIBUNA MT"*:
No começo desta década, quando o ex-vereador José Ferreira Lemos, o Juca Lemos (PT), era presidente do União Esporte Clube, ele mantinha contato com Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O ex-vereador realmente tem laços de amizade com o Rei do Futebol que, por sinal, é primo da ex-esposa de Pelé, Assíria. O então presidente do União tentava junto ao Rei de Futebol melhorar o Colorado, que estava amargando mais uma fila.
Destaco o Juca Lemos como um presidente audacioso, pois teve a coragem, na época, de trazer o ídolo do Timão, Tupãzinho, para defender as cores unioninas. Juca apostou em Tupãzinho para conquistar o primeiro título do União e também para trazer renda ao Luthero Lopes. Infelizmente, a estratégia do ex-vereador não deu certo, mas pelo menos, ele ficou na história.
Juca Lemos foi o último presidente do União que não tinha ligação com o agronegócio, pois depois dele vieram Pedro Jacyr, Chico da Paulicéia e agora Arni Spiering. O União, nos tempos do Juca, não tinha CT ou algo parecido. Arrumar jogador disposto a vestir a camisa do Glorioso era uma dificuldade danada. Muitos chegavam aqui, reclamavam da estrutura e iam embora. Outros ficavam e enfrentavam, diante dos maus resultados, a fúria da torcida, que quando o time perdia era maior do que é hoje.
Porém, a lenda que corre à boca pequena é que, certa vez, o Juquinha ligou para o Pelé para pedir um jogador. Segundo a história, que eu tenho certeza que é mais folclore do que qualquer outra coisa, o ex-vereador começou assim a conversa: “Pelé, é Juca de Rondonópolis. Eu queria a ajuda sua para contratar um jogador. Estou precisando de um volante que jogue de cabeça erguida, que saiba sair jogando, que drible, que marque gols”.
O Rei do Futebol, segundo a lenda, pois volto a afirmar acho que essa história é folclore, teria respondido ao Juca assim: “Meu amigo, esse jogador que você quer já parou de jogar faz tempo, o Falcão hoje é comentarista”.
Escrevi essa breve história somente para lembrar que foram poucos os jogadores que atuaram na posição de Falcão com tanta qualidade. No Inter, ele foi simplesmente tricampeão brasileiro nos anos 70. No Colorado gaúcho talvez tenha sido o grande jogador dos 100 anos da equipe. Na Itália, nenhum brasileiro foi tão celebrado como ele. A passagem de Falcão pela Roma é lembrada até hoje. Tanto é verdade que ele recebeu o título de Rei de Roma.
Na Seleção Brasileira, Falcão foi um dos destaques da Copa de 82. A imagem de Falcão, marcando o gol de empate contra a Itália, onde as veias do jogador saltavam de tanta emoção, para mim, foi inesquecível. Talvez, essa imagem retrate o que foi Falcão, o volante predileto do Juca Lemos, do Pelé e meu.
Comentário deste blogueiro:
Inicialmente, reitero os elogios ao grande Falcão, um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Quanto ao texto, sendo folclore ou não, a história é muito divertida e me faz recordar de um fato engraçado na Bahia. Um famoso radialista baiano disse recentemente que o Esporte Clube Bahia (time de tantas glórias, mas que atualmente encontra-se na "Segundona") necessita de um ponta-de-lança que: busque o jogo, organize o meio de campo, deixe os companheiros na "cara do gol", cobre bem faltas e pênaltis e que seja capaz de fazer muitos e muitos gols. O radialista inocentemente acredita que é possível achar tal jogador facilmente no mercado. Este ponta-de-lança fictício seria simplesmente o melhor jogador do mundo, melhor até que Messi, Kaká ou Cristiano Ronaldo. O jornalista não buscava um atleta qualquer, queria um Pelé ou um Zico e estes gênios já estão aposentados a muito tempo.
*Link do texto no jornal mato-grossense:
http://www.atribunamt.com.br/2009/10/o-rei-de-roma-e-o-rei-pele/comment-page-1/#comment-20944