Messi é o maior jogador do mundo, não há dúvidas; verdadeiro símbolo de sua geração, como Pelé, Maradona e Cruyff no passado e prova viva de que o talento ainda supera tudo. Enfim, um belo tapa no rosto de quem defende que a força física deve prevalecer sobre a habilidade.
Logo depois de todo grande feito, vem o exagero. Alguns dizem que Messi já seria o melhor jogador em todos os tempos. Outros, mais comedidos, falam que ele é o melhor jogador aos 23 anos da história.
Ambos estão equivocados. Messi não é melhor e nem mais dominante do que Pelé com a mesma idade. O engano é compreensível. É uma questão de ter vivido o momento. O Rei foi mais espetacular dos 16 aos 23 anos do que Messi. Mas como grande parte da população não viveu pessoalmente aqueles momentos, não consegue visualizar como foram espetaculares.
O que diriam hoje se na Copa do Mundo, um adolescente de 17 anos marcasse 6 gols nos últimos 3 jogos e fosse campeão num país nunca antes vencedor?
O que diriam hoje se um jovem chegasse num clube litorâneo de São Paulo e ajudasse a transformá-lo no maior do mundo?
O que diriam hoje se um jovem de 19 anos anotasse 4 gols numa vitória humilhante por 7 a 1 sobre a poderosa Internazionale em solo italiano? E se dois dias depois, na Espanha, marcasse 2 gols numa vitória por 5 a 1 sobre o Barcelona com lendas do porte de Kubala, Kocsis, Evaristo e Luis Suarez?
O que diriam se no último sábado, o mundo todo tivesse a chance de presenciar ao vivo, em HD e até em 3d, um garoto de 22 anos destruir completamente o campeão Europeu* no seu próprio estádio, marcando 3 gols e presenteando um companheiro com uma assitência, numa vitória de 5 gols contra apenas 2?
O que diriam se um jogador de 23 anos já tivesse marcado 615 gols na jovem carreira, com uma média de mais de um gol por jogo?
Se todos os fãs de futebol tivessem a chance de ver aqueles momentos com os seus próprios olhos, eles, quase que unanimemente, falariam que aquele garoto era o maior jogador de todos os tempos.
*Benfica 2 x 5 Santos. Final do Intercontinental de Clubes. http://www.youtube.com/watch?v=-5Dw8TWMJik
Logo depois de todo grande feito, vem o exagero. Alguns dizem que Messi já seria o melhor jogador em todos os tempos. Outros, mais comedidos, falam que ele é o melhor jogador aos 23 anos da história.
Ambos estão equivocados. Messi não é melhor e nem mais dominante do que Pelé com a mesma idade. O engano é compreensível. É uma questão de ter vivido o momento. O Rei foi mais espetacular dos 16 aos 23 anos do que Messi. Mas como grande parte da população não viveu pessoalmente aqueles momentos, não consegue visualizar como foram espetaculares.
O que diriam hoje se na Copa do Mundo, um adolescente de 17 anos marcasse 6 gols nos últimos 3 jogos e fosse campeão num país nunca antes vencedor?
O que diriam hoje se um jovem chegasse num clube litorâneo de São Paulo e ajudasse a transformá-lo no maior do mundo?
O que diriam hoje se um jovem de 19 anos anotasse 4 gols numa vitória humilhante por 7 a 1 sobre a poderosa Internazionale em solo italiano? E se dois dias depois, na Espanha, marcasse 2 gols numa vitória por 5 a 1 sobre o Barcelona com lendas do porte de Kubala, Kocsis, Evaristo e Luis Suarez?
O que diriam se no último sábado, o mundo todo tivesse a chance de presenciar ao vivo, em HD e até em 3d, um garoto de 22 anos destruir completamente o campeão Europeu* no seu próprio estádio, marcando 3 gols e presenteando um companheiro com uma assitência, numa vitória de 5 gols contra apenas 2?
O que diriam se um jogador de 23 anos já tivesse marcado 615 gols na jovem carreira, com uma média de mais de um gol por jogo?
Se todos os fãs de futebol tivessem a chance de ver aqueles momentos com os seus próprios olhos, eles, quase que unanimemente, falariam que aquele garoto era o maior jogador de todos os tempos.
*Benfica 2 x 5 Santos. Final do Intercontinental de Clubes. http://www.youtube.com/watch?v=-5Dw8TWMJik
Realmente comparar Pelé com Messi é desconhecer a história do futebol.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. Divulgue o post, por favor. Abraço.
ResponderExcluirVamos la
ResponderExcluirO futebol antigamente, primava pelo ataque, constantemente tinhamois esquemas como 3-2-5 e etc. Então era muito normal fazer gols e sair muitas goleadas.
Hoje, Messi joga contra times com 10 zagueiros, e ainda sim faz 53 gols e 25 assistencias em 54 jogos
O futebol mudou muito.
Ps: Pelé fez 767 gols oficialmente, o resto foi em amistosos, abraço
Olá, Vitor. Obrigado pelo comentário.
ResponderExcluirOs esquemas 3-2-5 e 2-3-5 eram usados principalmente na década de 30. Nos anos 60, nenhum time jogava com 5 atacantes. Da mesma maneira, Messi jamais enfrentou um time com 10 zagueiros.
A média de gols naquela época realmente era maior, mas leve em consideração que enquanto Pelé marcou 1000 gols de 1957 a 1969, o segundo maior artilheiro do Brasil, Pepe, fez "apenas" 450.
O futebol mudou, mas a habilidade continua vencendo. O gênio do passado se adaptaria às condições do futebol atual.
PS: Os amistosos nos anos 50, 60 e 70 tinham muito mais importância. Eram oportunidade quase únicas de grandes esquadrões brasileiros e argentinos se enfrentarem para decidir qual era o maior time. Todos os times europeus queriam derrotar o time do jogador tido como melhor do mundo.
Abraço.
10 zagueiros foi modo de dizer, pois vejo times jogar contra o Barcelona com uma linha de 5 zagueiros, outra linha a frente de 5 ou 4, dependendo se tem um atacante a frente ou nao.
ResponderExcluirE não disse em momento algum que genios do passado nao se adaptariam nesse futebol, pelo contrario.
Mas o futebol do passado esta muito mais propicio a atacantes com grandes numeros de gols do que hoje, por exemplo, Pelé, Gerd Muller, Josef Bican...